Cartas comuns do mesmo valor empatam no Truco?
Entenda quando dois valores iguais empatam no Truco e por que o naipe não desempata cartas comuns como desempata as manilhas paulistas.
Por Equipe editorial do Campeonato de Truco · Publicado em
Na mesa
Duas cartas comuns de mesmo valor têm a mesma força no motor do Campeonato de Truco. Um 3 de paus não supera um 3 de copas só por ser de paus. Essa comparação é diferente da hierarquia por naipe aplicada às manilhas do Paulista.
Suponha uma vaza solo no Mineiro com 3 de ouros contra 3 de espadas. Nenhuma dessas cartas integra as quatro manilhas fixas. Como as forças são iguais e pertencem a equipes adversárias, a vaza empata. O próximo passo depende do histórico da mão, não de uma escolha arbitrária entre os dois naipes.
Em dupla, é necessário esperar as quatro cartas. Se uma equipe mostrar um 3 e a outra também mostrar um 3, mas alguém ainda jogar uma manilha, aquela carta superior resolverá a vaza. Falar em empate antes de todos jogarem pode levar a uma decisão precipitada. O que interessa é o maior valor efetivamente presente quando a vaza se completa.
Existe ainda uma diferença importante entre duas cartas iguais de parceiros e duas cartas iguais de rivais. Se as maiores cartas forem ambas da mesma equipe, essa equipe vence a vaza. No exemplo com dois 3 dos parceiros contra dois reis comuns, o fato de os vencedores terem o mesmo valor não beneficia os adversários.
Antes de aplicar a regra, confirme se as cartas são comuns. No Paulista, uma vira 2 transforma os quatro 3 em manilhas, e o naipe passa a distingui-los. No Mineiro, os 3 continuam comuns. Portanto, a pergunta correta não é apenas se os números se repetiram: identifique a modalidade, separe as manilhas e compare as maiores cartas da vaza completa.